Alzheimer: um novo Olhar Sobre a Memória e o Amor !
- Daniela Cracel
- 8 de mar.
- 2 min de leitura
Alzheimer: Um Novo Olhar Sobre a Memória e o Amor
Por Daniela Cracel

Imagine passar a vida inteira sonhando com algo e, quando finalmente se permite viver esse sonho, percebe que a própria mente está se desfazendo em fragmentos. Foi isso que o dorama Navillera trouxe com uma sensibilidade única: a história de um senhor que, já idoso, decide realizar seu desejo de infância—ser bailarino—justamente quando descobre estar enfrentando o Alzheimer.
A forma como a série sul-coreana retrata a doença vai além do sofrimento. Mostra um olhar de acolhimento, humanidade e beleza diante das perdas inevitáveis. E talvez essa seja uma das maiores revoluções na forma de lidar com o Alzheimer: enxergar, por trás da névoa da memória, a essência que ainda brilha.
O Desafio Invisível: Quando o Tempo se Dissolve
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, a cognição e até a identidade de quem a enfrenta. Mas, além dos desafios clínicos, há um impacto profundo nas relações. Familiares e cuidadores lidam com a dor de ver alguém amado esquecendo seu nome, sua história e, em muitos casos, até a si mesmo.
No entanto, essa visão pode ser ampliada. O Borbolete-se, método que desenvolvi para empoderamento emocional, propõe que, mesmo diante de perdas, podemos encontrar novas formas de conexão. Em vez de focar no que se foi, podemos valorizar o que ainda está presente.
Cuidar Além da Memória: Um Olhar Borboleta
O Alzheimer nos desafia a reinventar a forma de amar. Quando a memória se apaga, o que resta é a sensação, o afeto, o olhar. Eis algumas maneiras de transformar o cuidado em algo mais leve e significativo:
Entre no mundo deles: Em vez de corrigir ou forçar a lembrança, participe da realidade que a pessoa vive. Se ela acredita que é jovem ou que precisa ir ao trabalho de décadas atrás, acompanhe esse pensamento com carinho, sem confrontar.
Valorize os momentos bons: Mesmo que durem poucos minutos, risadas, músicas e pequenos gestos de carinho ficam gravados no coração, mesmo quando a mente já não os reconhece.
Respeite o tempo e os limites: O Alzheimer altera percepções e emoções. Se a pessoa está agitada, tente acolher em vez de impor algo. O silêncio e a presença, muitas vezes, falam mais do que as palavras.
Transforme o toque em comunicação: Um abraço, um cafuné ou segurar as mãos podem transmitir segurança e amor. O corpo guarda memórias que a mente já não acessa.
Uma Nova Perspectiva: O Amor que Fica
Se há algo que Navillera nos ensina, é que a vida ainda pode ser bela, mesmo quando a memória se desfaz. O protagonista, mesmo em meio ao esquecimento, viveu seu sonho e deixou um legado de inspiração. O Alzheimer pode apagar lembranças, mas não pode apagar o amor.
Que possamos olhar para essa jornada não apenas com tristeza, mas também com gratidão pelo que ainda pode ser vivido. O Borbolete-se nos lembra que, mesmo nas perdas, há sempre algo que floresce.
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