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Bipolaridade: compreendendo o transtorno e seu impacto nos relacionamentos!

Foto do escritor: Daniela CracelDaniela Cracel

Bipolaridade: Compreendendo o Transtorno e Seu Impacto nos Relacionamentos


Por Daniela Cracel, especialista em saúde mental


Bipolaridade: compreendo
Bipolaridade: compreendo

A bipolaridade é um transtorno que afeta milhões de pessoas no mundo, mas ainda gera muitas dúvidas e confusões. Muitas vezes, comportamentos intensos e instáveis são erroneamente associados a traços de personalidade difíceis, como o narcisismo. Mas o que realmente caracteriza o transtorno bipolar? Como ele impacta os relacionamentos e como lidar com um familiar que sofre dessa condição?


É Mais Comum do Que Se Pensa?


Sim. Estima-se que cerca de 1 a 3% da população mundial seja diagnosticada com transtorno bipolar, mas a prevalência pode ser ainda maior devido a casos subdiagnosticados. Muitas pessoas passam anos sem saber que têm a condição, lidando com oscilações de humor intensas sem compreender o que acontece com elas.


O transtorno bipolar se manifesta em dois polos principais:


Fase maníaca ou hipomaníaca: A pessoa sente um aumento anormal de energia, impulsividade e euforia. Pode tomar decisões arriscadas, gastar dinheiro excessivamente ou ter comportamentos impulsivos.


Fase depressiva: A energia desaparece, a pessoa sente tristeza profunda, desesperança e falta de interesse em atividades antes prazerosas.


Essas oscilações podem durar dias, semanas ou até meses, e afetam diretamente o bem-estar do indivíduo e de quem convive com ele.


Como é um Relacionamento com Alguém Bipolar?


Relacionar-se com alguém que tem transtorno bipolar pode ser desafiador, pois a pessoa pode alternar entre períodos de grande entusiasmo e momentos de isolamento e melancolia. Algumas dificuldades comuns incluem:


Instabilidade emocional: mudanças súbitas de humor podem gerar conflitos e confusão.


Dificuldade em manter compromissos: durante fases maníacas, podem surgir decisões impulsivas, enquanto na fase depressiva, há falta de energia para manter promessas e responsabilidades.


Desgaste emocional do parceiro: o envolvimento constante com altos e baixos pode levar a um cansaço emocional intenso para quem está ao lado.


O apoio e a paciência são essenciais, mas também é fundamental que o parceiro ou familiar busque conhecimento sobre o transtorno e saiba estabelecer limites saudáveis.


Por Que se Confunde com o Narcisismo?


A bipolaridade pode ser confundida com o transtorno de personalidade narcisista porque, durante a fase maníaca, a pessoa pode apresentar comportamentos grandiosos, egocêntricos e impulsivos, muito semelhantes aos de um narcisista. No entanto, há diferenças importantes:


No transtorno bipolar, a grandiosidade é episódica e faz parte de uma fase específica do transtorno, enquanto no narcisismo é uma característica constante da personalidade.


A pessoa bipolar, em suas fases depressivas, pode se sentir extremamente culpada por atitudes tomadas na fase maníaca, enquanto um narcisista raramente sente culpa ou remorso.


O bipolar pode ter consciência de que há algo errado com seu comportamento e buscar ajuda, enquanto o narcisista dificilmente reconhece falhas.


Como Lidar com um Familiar Bipolar?


Se um membro da família tem transtorno bipolar, é importante estabelecer uma abordagem equilibrada para oferecer suporte sem se sobrecarregar emocionalmente:


Eduque-se sobre a doença: compreender o transtorno ajuda a lidar melhor com as oscilações de humor.


Incentive o tratamento: muitas pessoas bipolares resistem à medicação ou à terapia. O incentivo constante pode fazer a diferença.


Mantenha a comunicação aberta: criar um ambiente de confiança permite que a pessoa se sinta apoiada.


Defina limites saudáveis: é essencial garantir que o bem-estar da família não seja comprometido pelas oscilações emocionais do indivíduo bipolar.


O transtorno bipolar não é uma sentença de sofrimento eterno, mas exige um acompanhamento adequado para que a pessoa tenha qualidade de vida e relações saudáveis. Com tratamento, apoio e compreensão, é possível viver bem com a bipolaridade e construir relações equilibradas.



 
 
 

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