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Bullying o Impacto Invisível!!!

  • Foto do escritor: Daniela Cracel
    Daniela Cracel
  • 27 de mar.
  • 5 min de leitura

Bullying: O impacto invisível e a urgência do cuidado com vítimas e agressores.


Por Daniela Cracel



O bullying é uma realidade persistente e perigosa entre adolescentes, com efeitos que vão muito além das agressões verbais ou físicas. Por trás das provocações e humilhações, há um profundo impacto emocional tanto para quem sofre quanto para quem pratica. Casos como o de Tyler Clementi, estudante americano que tirou a própria vida após ser exposto online, ou os relatos frequentes de jovens desenvolvendo depressão e ansiedade devido à perseguição escolar, evidenciam a necessidade urgente de atenção a esse problema.


Mas o que realmente está por trás do bullying? Por que o agressor também precisa de ajuda? E quais são as melhores estratégias para lidar com essa questão?



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As falas que merecem atenção


Nem sempre o bullying acontece de forma explícita. Muitas vezes, adolescentes expressam sofrimento ou agressividade através de frases que revelam padrões preocupantes.


Falas de vítimas de bullying:


"Ninguém gosta de mim."


"Sou um fracasso."


"Nada importa mais."


"Queria sumir."



Essas expressões podem indicar baixa autoestima, ansiedade, isolamento e até mesmo pensamentos suicidas. O adolescente que sofre bullying tende a se fechar, ter queda no rendimento escolar e, em casos mais graves, desenvolver transtornos psicológicos severos.


Falas de adolescentes que praticam bullying:


"Sai daqui, ninguém quer você aqui."


"Nossa, você é muito ridículo."


"Vou postar isso, vai ser engraçado."


"Se eu fosse você, nem aparecia mais na escola."



O agressor, muitas vezes visto apenas como vilão, pode estar reproduzindo padrões familiares, buscando aceitação ou lidando com problemas emocionais não tratados. Por trás do comportamento hostil, pode haver baixa autoestima, falta de empatia e até mesmo uma história de sofrimento não verbalizado.



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O que leva um adolescente a ser vítima ou agressor?


O bullying não surge do nada. Ele reflete questões emocionais profundas, tanto no jovem que sofre quanto no que pratica.


Por que alguns adolescentes são alvos de bullying?


Muitas vezes, o adolescente sofre bullying justamente por ter características que o diferenciam e que, paradoxalmente, poderiam ser vistas como qualidades. Alguns dos motivos mais comuns são:


Ser mais inteligente ou ter bom desempenho acadêmico. O destaque pode despertar inveja e rejeição em colegas que se sentem inferiorizados.


Não compactuar com atitudes erradas. Jovens que não aceitam ultrapassar limites ou não participam de brincadeiras ofensivas podem ser excluídos e ridicularizados.


Ser mais educado e gentil. Atitudes respeitosas podem ser vistas como "fraqueza" por alguns grupos.


Ser mais bonito ou carismático. A inveja pode gerar ataques direcionados a diminuir a autoestima da vítima.



Esse é o lado do bullying que muitas vezes não é discutido: o ataque não acontece apenas contra aqueles que são considerados "diferentes" por um padrão excludente, mas também contra aqueles que se destacam de maneira positiva.


Por que um adolescente se torna agressor?


Busca aceitação dentro de um grupo.


Sofre violência ou falta de afeto dentro de casa.


Repete padrões que vê em adultos.


Tem baixa empatia e dificuldade em lidar com frustrações.



A hostilidade frequentemente é um reflexo do ambiente do adolescente. Muitos agressores são, na verdade, vítimas de situações de abuso emocional ou negligência.

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O papel da exclusão social no bullying


O bullying não se limita a agressões diretas. Atitudes aparentemente sutis podem causar danos emocionais profundos, como:


Ignorar e excluir alguém intencionalmente. Convidar várias pessoas para um evento e deixar uma de fora de propósito é uma forma de violência social.


Desqualificar os sentimentos da vítima. Frases como "você está exagerando" invalidam a dor de quem sofre.


Pais que reforçam a exclusão. Alguns pais, sem perceber, ensinam os filhos a isolar colegas ou reforçam a ideia de que algumas crianças "não pertencem". Isso pode ser um comportamento manipulador , traços de transtornos de personalidade.


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Por que tanto a vítima quanto o agressor precisam de atenção?


A ideia de que o bullying deve ser resolvido apenas punindo o agressor e protegendo a vítima é simplista e ineficaz. O ciclo de violência só se rompe quando ambos os lados recebem acolhimento e suporte.


As vítimas precisam ser ouvidas, fortalecidas emocionalmente e protegidas de novas agressões.


Os agressores precisam ser orientados a desenvolver empatia, assumir responsabilidades e compreender o impacto de seus atos.


Se não forem tratados, esses padrões podem se perpetuar na vida adulta, levando a problemas como dificuldade de relacionamento, transtornos mentais e até comportamentos abusivos no futuro.

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Como agir diante do bullying?


Seja como mãe, educadora ou profissional da saúde mental, há estratégias essenciais para lidar com o bullying:


1. Se o adolescente é vítima:


✔️ Valide os sentimentos dele e mostre apoio.

✔️ Trabalhe a autoestima e incentive o fortalecimento emocional.

✔️ Registre o bullying e denuncie na escola ou em redes sociais, se necessário.

✔️ Oriente a buscar ajuda de amigos e familiares.


2. Se o adolescente pratica bullying:


✔️ Estabeleça um diálogo sem julgamentos, perguntando o que o motiva a agir assim.

✔️ Estimule a empatia: "Como você se sentiria se estivesse no lugar dessa pessoa?"

✔️ Imponha limites e consequências para comportamentos agressivos.

✔️ Encoraje ações de reparação, como um pedido de desculpas sincero ou mudança de atitude.


3. Se você está mediando conflitos entre adolescentes:


✔️ Escute ambos os lados sem parcialidade.

✔️ Identifique a raiz do problema (muitas vezes, há insegurança e dor envolvidas).

✔️ Crie acordos de respeito mútuo.

✔️ Trabalhe valores como empatia e inclusão.

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O que os pais podem fazer?


Os pais desempenham um papel crucial na prevenção e resolução do bullying. No consultório, observo que muitos pais ficam perdidos e, às vezes, pioram a situação.


Pais de vítimas podem desqualificar a dor do filho, achando que é exagero. Isso pode fazer a criança se sentir ainda mais sozinha e desprotegida.


Pais de agressores podem ser manipulados pelos filhos. Alguns jovens desenvolvem traços narcisistas e convencem os pais de que são inocentes, agravando ainda mais a dinâmica do bullying.



Todo cuidado é pouco. A escuta ativa, o diálogo aberto e a conscientização são fundamentais.

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Bullying não é brincadeira


O caso de Tyler Clementi é um lembrete trágico do impacto devastador do bullying. No Brasil, diversos jovens enfrentam desafios semelhantes, seja na escola ou nas redes sociais. Ignorar os sinais pode custar caro.


Tanto a vítima quanto o agressor carregam marcas emocionais que, se não forem tratadas, podem comprometer seu futuro. O diálogo, o acolhimento e a construção de um ambiente mais empático são essenciais para quebrar esse ciclo.


Prestar atenção às palavras e atitudes dos adolescentes pode ser o primeiro passo para evitar que novas histórias terminem em sofrimento. Precisamos modificar nossa sociedade. Consciência é tudo. Não tenha medo de enfrentar a situação.

 
 
 

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